quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um comentário ao filme de um sociólogo italiano - Domenico de Masi

"É verdade que os computadores, as máquinas foto-copiadoras e de fax são inovações. Porém, modificam somente aquilo que o empregado faz dentro da emprese, não a sua vida fora dela. Agora, com a Internet, tudo pode ser modificado, Infelizmente, disso deriva uma dupla resistência: tanto da empresa paquidérmica como do empregado que se habitua. Você assistiu ao filme com Tim Robbins, Um Sonho de Liberdade? Conta, entre outras coisas, a história de um prisioneiro a quem, depois de passar dezenas de anos na prisão, é concedida a liberdade: no dia em que deixa o cárcere, ele se enforca. Em cinqüenta anos tinha consolidado seu equilíbrio, e sair livre no mundo o assustava mortalmente. Uma pessoa que passa a vida toda, todos os dias, dez horas, no trabalho acaba por sentir-se indispensável aos propósitos da organização. Se dispõe de tempo para si, não sabe como usá-lo. Necessita, portanto, de uma reeducação para o tempo livre. Na sociedade pós-industrial, as formas de conflito continuam a ser as clássicas ou mudam? Já mudaram. Atualmente as agregações se dão mais sob forma de movimentos do que de instituições, como partidos ou sindicatos. A cada ocasião decidimos nos aliar a quem nos convém mais. Há tempos, pelo contrário, nos amarrávamos, da cabeça aos pés, Permanecendo toda a vida ligados a uma das partes em luta. Que, aliás, era a luta? de classes.
As agregações atuais são fluidas, móveis e centrados em objetivos e interesses específicos e transitórios. Têm maior ou menor força e quorum, dependendo de o interesse em jogo representar o de muitos ou de poucos".

Domenico de Masi, O Ócio Criativo





Aula de 22 de Abril de 2010 - pedido aos alunos

Solicito que os alunos enviem o seu endereço electrónico para o meu e-mail: jpneves2007@gmail.com 


Serão adicionados como colaboradores no blog de forma a poderem colocar os vossos textos directamente.

Aula sobre as questões do poder nas organizações: filme "Condenados de Shawshank"

Como introdução a este tema do programa (3.4. A visão centrada nas questões do Poder: o estudo do fenómeno burocrático em França por Michel Crozier), será apresentado o filme "Condenados de Shawshank". No final, será solicitado aos alunos um pequeno texto que mostre como as questões do poder organizacional são tratadas no filme.


título: Condenados de Shawshank
titulo original: The Shawshank Redemption
lançamento: 1994 (EUA)
direcção: Frank Darabont
actores: Tim Robbins , Morgan Freeman , Bob Gunton ,William Sadler , Gil Bellows
duração: 142 min
gênero: Drama




Um comentário ao filme encontrado na internet:


"Um poster de uma atriz na parede é a única esperança de redenção para um inocente na prisão. É assim que eu resumo, numa oração. Filme que soaria bem melhor com seu título original (algo como Rendenção em Shawshank). É uma fábula sobre perseverança, coragem e lealdade num dos lugares onde isso seria menos provavel de se encontrarem: uma prisão. 
Shawshank é uma daquelas duras e feias casas de denteção norte-americana, com seus directores corruptos, seus policiais violentos, seu ambiente decadente beirando a selvageria, enfim, aquele ambiente acolhedor que já deu origem há tantos filmes e até séries de televisão. Mas apesar desta ser uma pelicula baseada num conto de Stephen King, não é uma história de terror: é uma fábula sobre a esperança. Se o horror existe ele é psicológico. Está na destruição no humano e sonhador dentro de cada homem. 


Quando Andy Dusfrane (Tim Robbins) chega a prisão, logo lhe dizem para não ter esperança no fim do túnel. Mas se não há tunel para se ver uma luz no fim, então construa um túnel! Como um bom geólogo, Andy sabe que tudo só precisa de tempo e de pressão até ceder. Mas quem irá ceder antes? As paredes da prisão ou o próprio Dusfrane? Podem aprisionar o corpo de um homem, mas não seu espírito. Para resistir as torturas e sadismos físicos e psicológicos, Andy passa a trazer um pouco de seu mundo dentro da cadeia. 


Num lugar onde a vida não vale nada, é na amizade de seus companheiros de sela que ele pode dar um mínimo de alento na convivencia forçada de cada um deles. De início de forma tímida, logo após mais competentemente, auxiliado por seu amigo Reed (Morgan Freeman, numa interpretação que deveria ter lhe valido o oscar), Andy toma as rédeas da situação e começa a melhorar não só suas condições mas também as de seus companheiros, mesmo não que de forma definitiva, mesmo ilusória, mas cria aí um ambiente de "civilização", tal como um Robson Crusóe perdido numa ilha deserta de justiça, mas não de compaixão e solidariedade. 


E não é nos homens da lei que encontra esses ultimos valores, mas naqueles homens faltosos com a ordem vigente, com aqueles proscritos que também forma banidos do convivio social. Formam todos uma irmandade, compartilham todos um laço mútuo e Andy compreende: "Em Shawshank ninguém é inocente". 


Duas cenas que vale aqui ilustrar e que me marcaram para eleger esse como um dos meus filmes preferidos: quando Andy é preso por colocar uma ópera de Mozart nos autofalantes da prisão, sendo depois enclausurado na solitária por uma semana, ele sai do castigo com um sorriso no lábio e em perfeito estado de saúde mental: "Eu não estava sozinho, explica ele. Estava com Mozart". A segunda, e mais marcante, quando o corrupto diretor de Shawshank rasga o poster de Rita Hayworth da parede da cela de Dusfrane e descobre por onde ele fugiu. Rita, sua luz no fim do tunel. Rita, que apontava o caminho de sua redenção. 


O que segue é uma espetacular cadeia de acontecimentos que mostram o quanto a determinação de um ser humano podem fazer em 18 anos de confinamento. Um final mais do que apropriado não só para os personagens, mas de toda película, culminando numa belissima imagem de por de sol, figurando como uma "redenção". 


Foi com esse filme que Tim Robins se confirmou, ainda que Hollywood e a crítica especializada não lhe façam justiça, como um dos meus actores favoritos. Selectivo na escolha de papéis, são os temas humanos e em favor dos direitos civis os que mais chamam a atenção do ator. Mas, mais do que senso social, Robbins tem talento de sobra não somente para discursar ou denunciar, mas sobretudo para colocar, em simples expressões, laivos de esperança e de coragem do ser humano, assim como conferiu a Andy Dusfrane. E está dito o necessário." 


Nano Sousa, 12 de Janeiro de 2001


[texto adaptado]


in: http://www.adorocinema.com/filmes/sonho-de-liberdade


O filme pode ser analisado a partir de diferentes visões sociológicas. Nas aulas, iremos discutir a aplicação de duas teorias: a teoria pluralista do poder (M. Crozier) e a teoria da socialização organizacional de R. Sainsaulieu). 


Ver também aqui um texto, que será objecto de uma análise, que relaciona o filme com as teorias de Durkheim (e indirectamente de K. Marx):


http://liusena.wordpress.com/2006/09/07/relacoes-entre-um-sonho-de-liberdade-e-teorias-da-sociologia/

Resumo correcto do texto de Jung


Resumo do texto extraído de uma conferência do psicanalista Carl Gustav Jung no Instituto Tavistock em 1935. Mostra a importância de uma psicologia com implicações sociais e da psicanálise na Escola Sócio-técnica.


Primeira Conferência
(JUNG, C.G. Fundamentos de Psicologia Analítica. Petrópolis: Vozes, 2001, volume XVIII/1)



.....

Um resumo pode ser seguido de "impressões a quente" e de uma primeira avaliação organizada e função de 3 perguntas: 


1 - O tema do texto é pertinente? Serve para quê?
2 - É confuso?
3 - Tem algo de novo? Acrescenta algo que eu nunca tinha reparado?


1.º- Neste texto o autor pretende explicitar, por um lado, os conceitos de análise do inconsciente e, por outro, os métodos de investigação.


2º - Perante a dimensão desconhecida e ampla do inconsciente, a parte consciente tem um papel reduzido. 


3º - O consciente é, em grande medida eaté certo ponto, limitado. Porque é impossível à nossa parte consciente captar a totalidade da experiência no "continuo" do quotidiano. Sendo assim o autor considera que se deve partir do inconsciente para o consciente porque a consciência é no limite algo de artificial.


4º - Segundo a opinião dos Índios, os Americanos pensam erradamente com a cabeça. Segundo Jung, os Índios tem razão porque os nossos pensamentos derivam em grande parte " da consciência da intensidade dos sentimentos".


5º - Actualmente os intelectuais têm medo que a sua consciência seja influenciada pelos sentimentos e por isso não sabem lidar com eles, são mais arcaicos que o homem dito selvagem.


6º - Desta forma "estar louco" ou afirmar que alguém está "louco" é relativo, pois sendo um conceito social varia em função das restrições e convenções de cada sociedade.  

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aula de 15 de Abril de 2010

Texto de apoio para a aula (foi discutido nas aulas). Uma conferência do psicanalista Carl Gustav Jung no Instituto Tavistock em 1935. Mostra a importância de uma psicologia com implicações sociais e da psicanálise na Escola Sócio-técnica.





Primeira Conferência
(JUNG, C.G. Fundamentos de Psicologia Analítica. Petrópolis: Vozes, 2001, volume XVIII/1)

Teste foi adiado para 6 de Maio de 2010

1. O teste foi adiado para o dia 6 de Maio de 2010, 5ªa feira, das 13.30 às 15.30h  na sala 3.201. 


2. Colocarei, nas próximas semanas no blog, indicações para a preparação do teste que irão implicar cerca de 3 a 4 horas de trabalho individual (TI). Essas indicações devem ser seguidas à letra e, na medida do possível, de uma forma rigorosa de forma a assegurar o vosso sucesso na avaliação.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mini-teste - 29 de Abril de 2010

O teste será no dia 29 de Abril das 13.30-15.30 h na sala de aulas.


Serão colocados no blog, em breve, indicações para a sua preparação e acerca do seu conteúdo.

Programa e formas de avaliação

Ver aqui:


http://neves.paginas.sapo.pt/org_trab09_10/ProgOrgTrabalho2009_10v01FINAL.pdf

Aula de 8 de Abril de 2010 - da metáfora mecanicista de Taylor aos grupos sócio-técnicos.

Universidade do Minho
Org. Trabalho 1º ano sociologia (1º ciclo)
8 de Abril de 2010
Tema: da metáfora mecanicista de Taylor aos grupos sócio-técnicos. A escola sócio-técnica e os grupos semi-autónomos

Ver aqui resumo da aula:


http://neves.do.sapo.pt/AulaOrgTrab10Abr07.pdf


Bibliografia fundamental:



ORSTMAN, O. (1984), Mudar o Trabalho – As experiências, os métodos, as condições de experimentação social, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 138 – 213 e 245 – 323.


Bibliografia adicional:





RAVICHANDRAN, T., RAI, Arun. Quality Management in Systems Development: An Organizational System Perspective. MIS Quarterly, v. 24, n. 3. Minneapolis, MN, USA: Carlson School of Management, University of Minnesota, Sep 2000.
SHARMA, Ravi S., CONRATH, David W. Evaluating Expert Systems: The Sociotechnical Dimensions of Quality. Expert Systems, v. 9, n. 3, Aug 1992, pp. 125-137.
TRIST, Eric, MURRAY, Hugh. The Social Engagement of Social Science: The Socio-Technical Perspective. USA: University of Pennsylvania Press, 1993, 695 p.
WOOD JR., Thomaz. Fordismo, Toyotismo e Volvismo: Os Caminhos da Indústria em Busca do Tempo Perdido. Revista de Administração de Empresas (RAE), v. 32, n. 4. São Paulo, SP, Brasil: Set-Out 1992, pp. 6-18.



Ver vídeo no youtube sobre o Instituto Tavistock:


http://www.youtube.com/watch?v=9OF9Sv-bhZE&feature=related

domingo, 4 de abril de 2010

Debates nas aulas práticas em Fevereiro e Março de 2010

Universidade do Minho
Curso de Sociologia – 1º ciclo
UC Organizações de Trabalho

Fevereiro/Março de 2010

Foram propostas, pelo docente, duas questões a serem debatidas por pequenos grupos em duas aulas. No fim, os alunos apresentaram e confrontaram as suas respostas. Ver, em seguida, um resumo das contribuições dos alunos enviadas por mail (para jpneves2007@gmail.com). Numa segunda parte, apresentarei alguns resumos de um texto de Antonio Negri discutido nas aulas práticas.

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1º Debate

O que é uma organização ideal?


Organização ideal

 “Este conceito remete para uma direcção pretensiosa, levando em conta o carácter de impossibilidade da efectividade de uma organização ideal.
  É necessário fixar os diferentes pontos de vista para uma definição do tema, ou seja, esta questão remete para uma dimensão subjectiva, tendo em conta que existem diferentes papéis sociais que acarretam diferentes pertenças e expectativas, assim organização ideal não é efectivamente o mesmo para o proprietário dos meios de produção do que para o simples funcionário, assim existem pontos de vista diferentes mas da mesma forma existem alguns em comum.
  Desta forma vamos partir dos pontos em comum para definir uma organização ideal. Os indivíduos devem identificar as normas e valores institucionalizados formal e/ou informalmente na instituição permitindo coesão, previsibilidade e identificação. Para tal, é crucial que os diferentes papéis sejam respeitados, delineados e explícitos de forma a tornar tangível uma estrutura hierárquica que funcione como fio condutor. Embora a estrutura da organização tenha que ter algum carácter de rigidez quanto ao comprimento dos diferentes papéis, também a organização deve deixar fluir o espírito crítico e mesmo os chamados brain storming que possibilita a criação, inovação e a subsistência da organização face à mudança, assim como à realização do indivíduo.
 Nádia Dias nº 58283, pela Ana Filipa Peixoto nº 58245 e pelo Carlos Vale nº 58287 (o trabalho foi feito em grupo durante a aula mas que devido ao tempo não tivemos oportunidade de o apresentar na mesma).
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2º Debate nas aulas de Organizações de Trabalho

Questão: como se pode definir o conceito sociológico de “organização”?
(foi sugerido pelo docente a apresentação de uma forma de definir todas as organizações)

O que é uma organização?
 “O que é uma organização?! É um termo um pouco difícil de definir. Cada vez mais há um número cada vez maior e mais diversificado de diferentes organizações, mas todas elas com aspectos comuns. Aspectos esses, que caracterizam e definem o que são organizações. Chegar a um consenso sobre o termo “organizações” é difícil, o que efectivamente se sabe é que apesar de tudo, elas existem nos nossos dias.

O termo desenvolve-se na biologia, e remeto-nos para a ideia de que os seres vivos estão organizados no espaço físico, e que constituem um todo sistematizado e coeso. Pode-se afirmar que os animais estão estruturados e hierarquizados em escalas próprias que os estruturam e que regulam a sua actividade dentro do espaço no qual se inserem. Há semelhança do que acontece com os seres humanos, também os animais tem um líder, uma regulamentação (regras, escalas, formas de viver e conviver.), e há ainda a existência de tarefas divididas com finalidade a obter um produto final pretendido e pertinente. São estas as características tanto comuns ao mundo animal, como ao mundo dos seres humanos que caracterizam o termo organizações. Organização refere-se ao modo como hoje em dia todo está estruturado, organizado e ligado entre si.

Podemos ainda distinguir dois tipos de organizações. As organizações humanas e as organizações económicas. No primeiro caso refere-se ao modo como os seres humanos estão organizados entre si, à forma como estruturam e regulam entre si tarefas e regras. No segundo caso, refere-se ao termo organizações económicas que nos remete para a forma como dentro das empresas as pessoas ocupam o seu respectivo lugar, cada um com a sua posição específica com vista a um objectivo comum. A produção, o poder e o sucesso.”

Enviado por  Vera Moreira - Aluna nº 58260

O que é uma organização?
         “Uma definição possível, ainda que simplista, seria de que uma organização parte do pressuposto da coordenação de um conjunto de seres humanos que participam e interagem de forma directa ou indirecta em função de um objectivo comum. As organizações estruturam-se hierarquicamente consoante as funções a desempenhar pelas partes que a constituem, contribuindo para um melhor desempenho. Contudo podemos atribuir esta definição não só aos seres humanos como também aos animais, ou a outro qualquer tipo de grupos. Ou seja uma banda de música preenche estes requisitos e não são propriamente uma organização. Quanto aos animais também estes têm a capacidade de se organizar de forma semelhante todavia a comunicação / o signo linguístico, e a complexidade que os seres humanos têm e conseguem aplicar revela ser uma barreira que os distingue.

        Pode-se então pensar uma organização como algo institucionalizado com regras devidamente formalizadas, que reúne intencionalmente pessoas e tecnologia para servir um propósito. Esta visão remete-nos para uma noção mecanicista e determinista. É portanto importante perceber e talvez ter uma análise crítica do que é servir um propósito numa organização. Max Weber afirma que não é um fenómeno natural, o que nos induz a pensar que também constitui um meio, para os indivíduos não só atingirem objectivos da organização em questão mas também objectivos individuais.

       Em suma será possível responder a tal questão de forma objectiva e directa? Existe uma definição exacta de organização? Existem certamente teorias que tentam definir tal conceito, teorias essas que divergem em alguns aspectos e convergem noutros. Mas, o que realmente se torna evidente quanto à definição das organizações são exactamente os processos organizativos pois estes revelam uma forma seja ela tangível ou intangível. Quanto à organização propriamente dita, o último Nobel da economia referiu que o melhor argumento para definir as organizações é o facto de elas existirem”.

Israel Guimarães 59431 Nobel
Rui Cabral 58247
Nuno Fernandes 56553
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O que é uma organização?
Uma organização é um conjunto de pessoas que realizam tarefas de forma coordenada com vista a atingir determinados objectivos.

Os objectivos de uma organização empresarial são os seguintes: lucro, satisfação dos clientes e colaboradores. Todavia, estes dois últimos aspectos estão mais relacionados com o conceito de organização ideal.

Os objectivos das organizações não empresariais, como por exemplo: associações sindicais, hospitais, escolas, entre outros, são diferentes dos objectivos das organizações empresariais. Estas estão mais viradas para a vertente económica. No entanto, têm em comum a satisfação das necessidades e defesa dos interesses de um grupo de pessoas.

Beatriz Gonçalves, Emília Flambo e Fernanda Correia (Alunas do 1º ano de Sociologia na Universidade do Minho)

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Definição de organização
As organizações diferem umas das outras, através de diferentes processos organizacionais; a título de exemplo, a organização de uma empresa difere da de escola. E é óbvio que para existir a necessidade de organização é também necessária a interacção entre indivíduos, e a partir da relação entre as pessoas vai ser necessário criar divisões (por exemplo: numa empresa divide-se os indivíduos em grupo, conforme as suas qualificações), e dessas divisões advêm a diferenciação entre classes, criando uma hierarquia (classe de poder - os donos da empresa, os accionistas, etc.,e a partir daí cria-se uma "hierarquia descendente").

  Para haver organização é também necessário um conjunto de regras, normas, quer estejam institucionalizadas ou não, de forma a haver um bom funcionamento, quer seja numa empresa ou numa sociedade, pois apesar de não ser totalmente óbvio, vivemos com base em regras e normas desde a nossa infância, e estas garantem (não de forma completa) o convívio entre indivíduos.

  Uma organização funciona através de um sistema; uma forma de planeamento, e a melhor maneira de conceptualiza-la é optando por um "método mecânico", tal como Taylor fez.

  É também necessário ter em conta o carácter tangível e intangível de uma organização, pois apesar de poder haver um aspecto físico, não é esse o mais "importante" no âmbito de uma organização, mas sim a composição da organização que não se pode "tocar"”.
 Ana Filipa Peixoto, Carlos Vale, Nádia Dias

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O que é uma organização?
Uma organização é um grupo de pessoas, cuja estrutura está disposta de uma forma hierarquizada, e que, através de métodos de trabalho, tem em comum um objectivo profissional, ou não, cooperando entre si de forma a desempenhar a sua função na sociedade.
Alunos: João Ribeiro: 57326; Marco Pacheco: 58274; Nuno Nogueira: 58295

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" No mundo moderno ocidental o indivíduo passa a maior parte do tempo em que está acordado em organizações e ambientes institucionais."Daniel Katz e Robert Kahn in Psicologia das Organizações
Muito sumariamente, as organizações apresentam-se como conjuntos humanos, formalizados e hierarquizados, destinados a alcançar determinados fins. Distinguem-se no entanto, em função do seu objectivo, e de outras variáveis tais como: " dimensão", " tecnologia ", " clientes ", " utentes ", etc.
Se por um lado são estruturadas para atingir determinado objectivo, por outro lado estão em reestruturação contínua, consequência das dinâmicas no seu meio envolvente. Uma organização não é estável, na medida em que é um " organismo vivo " está em constante mudança.
Sendo a organização um " sistema aberto ", recebe continuamente estímulos do exterior, aos quais procura responder. E porque os " actores sociais " fazem parte integrante deste sistema transferem para ela os seus valores, normas, motivações e, é neste sentido, que a organização só se pode compreender dentro do meio social, cultural, económico e político em que se integram os " actores sociais ".

Uma definição concreta de " organização " parece-me tarefa impossível, pois variadas são as abordagens e correntes teóricas sobre o conceito/tema, " as organizações são geralmente complexas, ambíguas e repletas de paradoxos ", Cecília W. Bergamini e Roberto Coda.

Fernanda Correia (Nº56729)
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Definição de Organização
     “O termo organização teve origem na Biologia, visto que os seres vivos estão organizados no mundo físico. Os diversos seres vivos estão incluídos numa determinada categoria organizada e sistematizada. Por exemplo, os herbívoros ou os carnívoros são duas organizações diferentes, cada uma delas com as suas próprias características, bem como, constituídas por seres vivos que são um “traço” dessa mesma organização.

     Por outro lado, o conceito de organização remete para pensar numa estrutura de trabalho que se encontra organizada. Assim, organização refere-se a um conjunto de pessoas que estabelecem entre si relações de produção e de poder; e no mundo do trabalho, por exemplo, numa empresa – cada pessoa ocupa o seu respectivo lugar, tendo a sua posição específica, tentando manter uma relação positiva e estável para que o trabalho seja de boa qualidade.

     Organização também define-se como um conjunto de duas ou mais pessoas que realizam tarefas, bem como, um meio que tem como finalidade pôr ordem nas empresas, sendo ainda uma combinação de esforços individuais que têm como objectivo realizar propósitos colectivos, de forma coordenada e controlada, actuando num determinado contexto ou ambiente. Em suma, quando todos trabalham de forma organizada e sistematizada é obtido um produto final com sucesso, sendo que esta é um todo”.

     Mónica Ribeiro nº 58286 1º Ano de Sociologia

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Resumos de um texto de Antonio Negri

Antonio Negri, "DIREITA E ESQUERDA NA ERA PÓS-FORDISTA: MUDANÇAS NA ESFERA DA PRODUÇÃO LEVAM A NOVAS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO E ATUAÇÃO POLÍTICAS",
in Folha de São Paulo, 29de Junho de 1997, Disponível em:



“As redes sociais são uma das formas de representação dos relacionamentos afectivos ou profissionais que os seres exercem entre si ou entre os seus agrupamentos de interesses mútuos. Estas redes são responsáveis pela partilha de ideias entre pessoas que possuem interesses e objectivos comuns.

      As redes sociais são produtoras e efeitos da mudança e da crise de relação social. Esta mudança passa, segundo Antonio Negri, pelo aumento do trabalho imaterial. Sob a perspectiva de Richard Sennet dispúnhamos de critérios claros e partilhados para avaliar a produtividade e criatividade de cada um. Assim, a ética moderna do trabalho dava-nos a estabilidade de forma a permitir-nos a condução da mesma.

      Posteriormente, a parceria torna-se escassa, em que o outro não suscita apelo à colaboração, demonstrando um desejo de instrumentalização.

      Surge então a necessidade de começarmos a busca de coisas novas em que a satisfação imediata torna-se um lema que tem como guia o bem-estar do corpo e das sensações.

      Aparecem coisas novas e criativas em que, “ o lugar onde se produz o excedente já não é a fábrica, mas sim o conjunto de redes sociais por meio das quais essa massa de trabalhadores imateriais aprendem, colocam-se em contacto, comunicam, inventam e produzem mercadorias”. Por outro lado assiste-se a uma emergência de movimentos sociais novos e difusos”.

Susana Rodrigues nº 58279, 1ºano de Sociologia

sábado, 20 de março de 2010

Aula Aberta "The Rise of New PlaNET (international communication 2.0) and the Trends of Emerging web-native world"

AULA ABERTA

"The Rise of New PlaNET (international communication 2.0) and the Trends of Emerging web-native world".

Prof. Kazimierz Krzysztofek, PhD

(Institute of Sociology, University of Bialystok, Poland)

Data: 3ª Feira - 23 Março de 2010 das 14 às 17h.

Local: Universidade do Minho, Complexo Pedagógico 3 - Gualtar. Sala 3.301

I - Rise of the Global Communication 2.0: From Institutions to Networks

The lecture is meant at giving an answer to important question what kind of culture is emerging in international networks, what cultural activities of people on the net are like and what future they will create, how they will feature the international communication thus tracking the future trends of social and cultural development, in what degree this will be a continuity and in what measure new cultures will change the world in generations to come. International communication as a term seems a bit obsolete as we do not really know what the very word “nation” means nowadays. That is why when talking about communication 2.0 the “global communication” seems more relevant.

II. Emerging web native world: cultural and institutional time lag

Here I attempt at answering a question what a new quality the present day Web–coined 2.0 – creates as a product of digital network technologies of cooperation and user generated contents. The Author reflects on the nature of this emergent phenomenon: to what extent it is an open participatory system of information/knowledge creation and distribution beyond markets and corporations, in what measure a new system of market regulation and in what degree a self-regulating and self-poietic system to use the Niklas Luhman’s term, and, finally, what cultural and institutional change it brings about. To get a better grip of the nature of this change a general conceptual framework has to be conceived that is based on legitimate principles of power and freedom in networks.

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Brief CV

Kazimierz Krzysztofek's fields of research and scholarly competence include: the impact of information technology on the arts; the implications of IT for cultural industries and culture production, distribution, and consumption; and community cultures and civil society. Since 1994 (until 2000) he worked at the Institute of Culture as Director for Research. He has been Professor of Sociology at the University of Bialystok since 1997, vice-president of the Pro Cultura Foundation and a member of the Polish Academy of Science Committee for Forecasting "Poland 2000Plus" since 1995. Since 2000 he has been professor of sociology at the Warsaw School of Social Psychology in Warsaw. ;; He is also a member of the International Studies Association, as well as a member and former board member of the European network of research institutes on culture and culture documentation centers (CIRCLE). In 1987/88 he was senior Fulbright scholar in the MIT Center for International Studies (Program on International Communication) and in 1996, a visiting lecturer at the Pennsylvania State University, State College, Pa, He has published widely and received numerous awards and honours. I.a. he is co-author of the university text-book : Understanding Human Development: from traditional to information society (2002), as well as UNDP Report” Poland on the way to Information Society: Logging on (2003)

No âmbito das aulas de "Trabalho e Culturas Profissionais" do Curso de Sociologia

Apoios : Departamento de Sociologia, Curso de Sociologia, Programa ERASMUS.

José Pinheiro Neves
Coordenador Erasmus
Departamento de Sociologia, Universidade do Minho

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vídeos sobre o Taylorismo - Aula nº 3 - 18 de Março 2010

Filmes sobre Frederic W. Taylor e Henri Ford


Taylor e a Administração Científíca
http://www.youtube.com/watch?v=JZq9a_r4C3M
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Filme - "Ford and Taylor in the 1920s

"In the 1920s, Ford Motor Co. was considered the leader in manufacturing technology and practices. Elements of Taylor's scientific management were combined with what economists now call "efficiency wages" (wages well above the general market).

1 parte

http://br.youtube.com/watch?v=PvbG9Sjp97o

2ª parte

http://br.youtube.com/watch?v=kFsBC0_Uglg

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Filme "Working at Ford in the 1920s

In the 1920s, Ford Motor Co. was considered the leader in manufacturing technology and practices. Elements of Taylor's scientific management were combined with what economists now call "efficiency wages" (wages well above the general market - the famous $5 day). In this video, workers and others of that era reflect on working at Ford. Some are positive; others not.

1ª parte

http://br.youtube.com/watch?v=QtYRLtT8bvY2ª partehttp://br.youtube.com/watch?v=1Re-yUnO-Hk
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O taylorismo e o fordismo: continua actualmente?

Filme - "Beat of the System"

This video explores Taylorism: it's origins and its relevance today.

http://br.youtube.com/watch?v=JgvYGi5J-Cg

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A visão crítica dos sociólogos

Video about mcdonaldizations - baseado no livro de G. Ritzer "Mcdonaldization of society"

http://br.youtube.com/watch?v=Fdy1AgO6Fp4

Aulas nºs 2 e 3

Aula nº 2 - Discussão do conceito de organização - 4 de Março de 2010



Aula nº 3 - A evolução das organizações - da corporação à empresa moderna - 11 de Março de 2010


sábado, 6 de março de 2010

"Antes Tarde do que nunca: notas sobre as contribuições de Gabriel Tarde para a análise da articulação entre comunicação e cultura"

Comentário ao texto:

Gonçalves , Márcio Souza; Clair , Ericson Saint, "Antes Tarde do que nunca: notas sobre as contribuições de Gabriel Tarde para a análise da articulação entre comunicação e cultura"


Neste texto, critica-se a abordagem macro, de tipo "epocal, que valoriza as grandes transformações sociais com uma imagem estática de um social coercitivo e transcendente (ver Durkheim e, mais recentemente, McLuhan e Guy Debord).

O estudo dos fenómenos como as novas redes sociais mediadas digitalmente deve valorizar igualmente as apreensões subjectivas e diferentes que agregadas constituem a realidade tal como é defendido por Gabriel Tarde, Certeau, Le Roy Ladurie e Descola. Devem-se evitar as diferenciações entre moderno e pré-moderno em torno de grandes categorias reificadas. De facto, no meio da novas tecnologias digitais coexistem lado a lado o moderno e o pós-moderno.

Inspirados em Gabriel tarde, os autores sugerem que, recusando a opção de Émile Durkheim, centrado numa "imagem do social (imagem estática, de um social coercitivo e transcendente), Tarde permite repensar as relações entre subjetividade e sociedade, estabelecendo pontes entre essas duas instâncias, cuja interdependência é freqüentemente evidenciada em suas obras. Mesmo um indivíduo, para Tarde, é uma generalização: de fato, trata-se de um composto singular de fluxos diversos de crença e desejo em constante autodiferenciação. Apesar de adquirir notável importância em sua sociologia, o indivíduo não é origem de tudo que há, o fundo primeiro são os fluxos de crença e desejo que, dentre outras coisas, o atravessam. Esses dois elementos, crença e desejo, são a base de toda a teoria social tardeana, as unidades que tudo no universo formam: são as “quantidades psicológicas irredutíveis” de todo o mundo vivo e, por conseguinte, de todo o mundo social"
(p. 142).

Este novo pensamento "permite um nível de análise que merece hoje em dia ser fortalecido, o nível das micro-análises" (p. 145).

Por exemplo, permite repensar as visões macro que criam divisões claras entre as sociedades modernas (ou pós-modernas) e as pré-modernas. "A relação entre tecnologia de comunicação e
cultura tem sido pensada por diversos autores. Rapidamente, podemos citar McLuhan, Escola de Frankfurt, Debord, Gumbrecht [Nota pessoal: e as análises marxistas]. A lista poderia ser continuada longamente. Essas análises se baseiam, de modo geral, numa forma de raciocínio que opera considerando o todo da sociedade e os efeitos de conjunto da presença das tecnologias de comunicação. Isso leva a caracterizações bastante amplas" (p. 145).

Sugere-se que essa imagem macro e estabilizada do social apresenta inconvenientes devendo ser complementada com a dimensão macro e o estudo das grandes permanências incidindo sempre no quotidiano, nas pequenas percepções:

1 - Primeiro, "deve ser considerada a dimensão micro, a dimensão mais concreta que, em sua diversidade, compõe o que se pode chamar de cotidiano [...]. Essa dimensão micro, diferentemente da macro, que destaca grandes traços comuns, se interessa sobretudo pelo pulular de pequenas diferenças, de usos e apropriações singulares e pessoais dos diversos elementos presentes em um dado meio social, destacando-se, para o que nos interessa, as diversas tecnologias de comunicação existentes. A dimensão micro considera também, é evidente, a disseminação imitativa do inventado" (p. 145).

2 - Segundo, deve-se, ao mesmo tempo, estudar, nas suas ligações híbridas e complexas, o que permanece e que pode não estar ligado às novas tecnologias em si como o determinismo evolucionista tecnológico tende a sublinhar. "Ao mesmo tempo, a análise macro deve ser ligada à análise das grandes permanências, do que atravessa a sucessão das épocas. [...] Temos a permanência de formas básicas de operação e ordenação social, formas sem as quais não há sociedade possível. Tarde a elas se refere como os processos de imitação e de invenção, mas também como certas categorias fundamentais, condições a priori de toda experiência, tais como o espaço-tempo, a matéria, a divindade, a língua" (p. 146).

Finalmente, "temos também a grande permanência, a maior de todas, a do fato de que detodo grupo social se compõe de diferentes níveis coexistentes e contraditórios. Toda sociedade é agenciamento de heterogêneos. Nesse sentido, nenhuma sociedade é una, nenhuma sociedade é um bloco absolutamente homogêneo do qual as contradições estariam ausentes. Toda sociedade é conciliação de contraditórios, formação de um conjunto a partir da diversidade.
Esse ponto é especialmente importante quando da análise das sociedades qualificadas um pouco rapidamente de pré-modernas {...]. Vendo a modernidade como fragmentação individualista de uma experiência supostamente unificada, as sociedades pré-modernas são definidas como as do coletivo, do grupal. Ora, as investigações empíricas tornam bastante problemáticas essas maneiras de compreender o pré-moderno" (p. 146).


Gonçalves , Márcio Souza; Clair , Ericson Saint, "Antes Tarde do que nunca: notas sobre as contribuições de Gabriel Tarde para a análise da articulação entre comunicação e cultura", in Revista Galáxia, São Paulo, n. 14, 2007, p. 137-148

quinta-feira, 4 de março de 2010

Aula nº 2 - Texto de apoio: "O que é uma organização?"

Aula nº 2 - 4 de Março de 2010

Texto de apoio







p. 183

"Nearly all textbooks contain a paragraph in which the authors express their own understanding of organization, featuring both instrumental and institutional approaches. This is illustrated by the following definitions from three French textbooks [translated by the author]. The first definition represents an instrumental approach, while the other two represent differing institutional concepts of organization.

‘The organization tries to structure functions within the company in a logical way, to separate out support services, tasks and responsibilities and to maintain the necessary connections for a harmonious functioning of the whole.’ (François, 1974 II: 59).

‘Organization is the process whereby one devises in one’s own way the whole that comprises and supports all interconnected and target-oriented actions [...] at the same time bringing out the fundamental quality of these wholes, in order to understand the arrangement of the relations between the individuals and the whole.’ (Mélèse, 1979: 7).

‘The company, its organization and its politics are not answers but constructed by their participants who see external constraints as elements of their strategies [...]. The organization is an ideology in the sense that the ideas of those responsible for shaping relations between people, are themselves shaping the structures.’ (Bernoux, 1990: 115-123).

For François, organization is a means of putting order into companies. Mélèse envisages organization as a core element of each decision and each process occurring in a company. Finally, Bernoux views an organization as an arena comprising differing viewpoints and interests.
The definitions of organization not only differ through their institutional or instrumental approaches, they also show a different understanding of the whole construct of organization and its constituent parts. Bernoux starts out from the participants and their interests, which may (temporarily) cluster in the common construction of social structures. This approach emphasizes the elements rather than the whole. Mélèse deduces patterns of relationships and social behaviour from a system in equilibrium. He regards the whole, relegating individual elements to the background.

These two definitions represent two theoretical approaches often used in French textbooks, but seldom in German ones: power and system. Both are closely linked in French texts, whilst in German organization science they lead to a decision either for a power-oriented approach (Krüger tends towards this direction) or a system-theoretical approach (Remer, 1989: 2).
Both French and German authors’ definitions reveal a broad distribution between institutional and instrumental approaches, as well as between approaches that emphasize the whole or elements of the whole. Looking at the content that follows, however, there is a distinct shift in emphasis, with German textbooks showing a significant move towards the holistic view. Although appearing occasionally, the participant perspective in particular always becomes subservient to an overview of the structure as a whole. French textbooks appear vice versa, with a stronger orientation towards participants and the shaping instruments available to them in practice. Most French textbooks emphasize practical implementation more strongly in their later stages, with the introductory theoretical framework assuming an ordering function. In German textbooks, on the other hand, the theoretical approach tends to be less ambitious, but consistent throughout the following content, maintaining a level of abstraction and distance from practice-oriented representations."

in: Markus Gmür, "From Charts and Sails. Metaphors of Management and Organization in Germany and France" in Problems and Perspectives in Management, 1/2006, p. 179. Disponível em: http://www.businessperspectives.org/journals_free/ppm/PPM_EN_2006_01_Gmur.pdf [25 de Fevereiro de 2010]







segunda-feira, 1 de março de 2010

Alteração de horário

A aula de 3ª feira de Org. e Trab. passa para 5ª de tarde.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Aula nº 1 - Apresentação e discussão do programa e formas de avaliação

Aula nº 1 (23 de Fevereiro de 2010)



Apresentação e discussão do programa e formas de avaliação

Objectivos

Introdução geral sobre as principais formas de ensino: o modelo enciclopédico e o modelo de Bolonha

A definição dos objectivos como resultados da aprendizagem: a definição das competências


Os conteúdos em função dos objectivos

Funcionamento das aulas

Aulas teóricas com 1h a 1,5 horas de duração com apresntação das principais problemáticas pelo docente.

Aulas práticas ligadas às teóricas(1h a 1,5h de duração): discussão em pequenos grupos com apresentação geral das conclusões

Aulas práticas de 1,5 horas de duração com exercícios práticos.

Exemplos:

a) aulas com a visão de um filme e análise desse filme na segunda parte.


b) aulas de trabalho prático com tesumos d etxtos parágtrafos nas aulas;


c) aulas com exemplos práticos a discutir nas aulas em pequenos grupos;


d) aulas de apresentação dos e-portfolios: a combinar num calendário definido pelo docente



Avaliação

As formas de avaliação: de tipo contínuo com 2 minitestes com consulta (70% da avaliação) e um e-portfólio (20% da avaliação)(máximo 3 alunos). Os restantes 10% serão em função da participação nas aulas através de mini-trabalhos (baseados nas aulas práticas) a enviar ao docente e a publicar no blog

O e-portfolio será baseado em textos de um autor (pode ser partes de um livro) e irá incluir um dossier a colocar na internet com a biografia do autor e uma apresentação geral. Cada aluno deverá no mínimo fazer um resumo-recensão de textos com a dimensão de 30/40 páginas (mínimo)

Normas para a recensão

Ver aqui:

http://sociologia-online.blogspot.com/


Para criar o e-portfolio, podem utilizar este site:
http://www.wikispaces.com/
O e-portfolio permite o trabalho cooperativo em torno de um tema ou objectivo tal como acontece na Wikipedia. De certa forma, é uma Wikipedia em miniatura. Vejam este exemplo de e-portfolio de uma turma de estudantes da Austrália:
https://australian-history.wikispaces.com/

Vejam com atenção o exemplo do trabalho prático de Tecnologia, Ciência e Inovação (3º ano de Sociologia) do ano 2008/09:

http://actor-rede.wikispaces.com/

Sobre o trabalho cooperativo na wikipedia

Para começar, ver este site onde se explica como colaborar na wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Boas-vindas

Coisas a não fazer na wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Coisas_a_não_fazer

O livro de estilo: como escrever entradas na wikipedia?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Livro_de_estilo

No caso de terem dúvidas sobre a wikipedia podem usar este site de discussão:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Esplanada

Devem escolher a opção novatos.