quinta-feira, 22 de abril de 2010
Um comentário ao filme de um sociólogo italiano - Domenico de Masi
Aula de 22 de Abril de 2010 - pedido aos alunos
Serão adicionados como colaboradores no blog de forma a poderem colocar os vossos textos directamente.
Aula sobre as questões do poder nas organizações: filme "Condenados de Shawshank"
Um comentário ao filme encontrado na internet:
"Um poster de uma atriz na parede é a única esperança de redenção para um inocente na prisão. É assim que eu resumo, numa oração. Filme que soaria bem melhor com seu título original (algo como Rendenção em Shawshank). É uma fábula sobre perseverança, coragem e lealdade num dos lugares onde isso seria menos provavel de se encontrarem: uma prisão.
Shawshank é uma daquelas duras e feias casas de denteção norte-americana, com seus directores corruptos, seus policiais violentos, seu ambiente decadente beirando a selvageria, enfim, aquele ambiente acolhedor que já deu origem há tantos filmes e até séries de televisão. Mas apesar desta ser uma pelicula baseada num conto de Stephen King, não é uma história de terror: é uma fábula sobre a esperança. Se o horror existe ele é psicológico. Está na destruição no humano e sonhador dentro de cada homem.
Quando Andy Dusfrane (Tim Robbins) chega a prisão, logo lhe dizem para não ter esperança no fim do túnel. Mas se não há tunel para se ver uma luz no fim, então construa um túnel! Como um bom geólogo, Andy sabe que tudo só precisa de tempo e de pressão até ceder. Mas quem irá ceder antes? As paredes da prisão ou o próprio Dusfrane? Podem aprisionar o corpo de um homem, mas não seu espírito. Para resistir as torturas e sadismos físicos e psicológicos, Andy passa a trazer um pouco de seu mundo dentro da cadeia.
Num lugar onde a vida não vale nada, é na amizade de seus companheiros de sela que ele pode dar um mínimo de alento na convivencia forçada de cada um deles. De início de forma tímida, logo após mais competentemente, auxiliado por seu amigo Reed (Morgan Freeman, numa interpretação que deveria ter lhe valido o oscar), Andy toma as rédeas da situação e começa a melhorar não só suas condições mas também as de seus companheiros, mesmo não que de forma definitiva, mesmo ilusória, mas cria aí um ambiente de "civilização", tal como um Robson Crusóe perdido numa ilha deserta de justiça, mas não de compaixão e solidariedade.
E não é nos homens da lei que encontra esses ultimos valores, mas naqueles homens faltosos com a ordem vigente, com aqueles proscritos que também forma banidos do convivio social. Formam todos uma irmandade, compartilham todos um laço mútuo e Andy compreende: "Em Shawshank ninguém é inocente".
Duas cenas que vale aqui ilustrar e que me marcaram para eleger esse como um dos meus filmes preferidos: quando Andy é preso por colocar uma ópera de Mozart nos autofalantes da prisão, sendo depois enclausurado na solitária por uma semana, ele sai do castigo com um sorriso no lábio e em perfeito estado de saúde mental: "Eu não estava sozinho, explica ele. Estava com Mozart". A segunda, e mais marcante, quando o corrupto diretor de Shawshank rasga o poster de Rita Hayworth da parede da cela de Dusfrane e descobre por onde ele fugiu. Rita, sua luz no fim do tunel. Rita, que apontava o caminho de sua redenção.
O que segue é uma espetacular cadeia de acontecimentos que mostram o quanto a determinação de um ser humano podem fazer em 18 anos de confinamento. Um final mais do que apropriado não só para os personagens, mas de toda película, culminando numa belissima imagem de por de sol, figurando como uma "redenção".
Foi com esse filme que Tim Robins se confirmou, ainda que Hollywood e a crítica especializada não lhe façam justiça, como um dos meus actores favoritos. Selectivo na escolha de papéis, são os temas humanos e em favor dos direitos civis os que mais chamam a atenção do ator. Mas, mais do que senso social, Robbins tem talento de sobra não somente para discursar ou denunciar, mas sobretudo para colocar, em simples expressões, laivos de esperança e de coragem do ser humano, assim como conferiu a Andy Dusfrane. E está dito o necessário."
Nano Sousa, 12 de Janeiro de 2001
[texto adaptado]
in: http://www.adorocinema.com/filmes/sonho-de-liberdade
O filme pode ser analisado a partir de diferentes visões sociológicas. Nas aulas, iremos discutir a aplicação de duas teorias: a teoria pluralista do poder (M. Crozier) e a teoria da socialização organizacional de R. Sainsaulieu).
Ver também aqui um texto, que será objecto de uma análise, que relaciona o filme com as teorias de Durkheim (e indirectamente de K. Marx):
http://liusena.wordpress.com/2006/09/07/relacoes-entre-um-sonho-de-liberdade-e-teorias-da-sociologia/
Resumo correcto do texto de Jung
1 - O tema do texto é pertinente? Serve para quê?
2 - É confuso?
3 - Tem algo de novo? Acrescenta algo que eu nunca tinha reparado?
1.º- Neste texto o autor pretende explicitar, por um lado, os conceitos de análise do inconsciente e, por outro, os métodos de investigação.
2º - Perante a dimensão desconhecida e ampla do inconsciente, a parte consciente tem um papel reduzido.
3º - O consciente é, em grande medida eaté certo ponto, limitado. Porque é impossível à nossa parte consciente captar a totalidade da experiência no "continuo" do quotidiano. Sendo assim o autor considera que se deve partir do inconsciente para o consciente porque a consciência é no limite algo de artificial.
4º - Segundo a opinião dos Índios, os Americanos pensam erradamente com a cabeça. Segundo Jung, os Índios tem razão porque os nossos pensamentos derivam em grande parte " da consciência da intensidade dos sentimentos".
5º - Actualmente os intelectuais têm medo que a sua consciência seja influenciada pelos sentimentos e por isso não sabem lidar com eles, são mais arcaicos que o homem dito selvagem.
6º - Desta forma "estar louco" ou afirmar que alguém está "louco" é relativo, pois sendo um conceito social varia em função das restrições e convenções de cada sociedade.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Aula de 15 de Abril de 2010
Teste foi adiado para 6 de Maio de 2010
2. Colocarei, nas próximas semanas no blog, indicações para a preparação do teste que irão implicar cerca de 3 a 4 horas de trabalho individual (TI). Essas indicações devem ser seguidas à letra e, na medida do possível, de uma forma rigorosa de forma a assegurar o vosso sucesso na avaliação.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Mini-teste - 29 de Abril de 2010
Serão colocados no blog, em breve, indicações para a sua preparação e acerca do seu conteúdo.
Aula de 8 de Abril de 2010 - da metáfora mecanicista de Taylor aos grupos sócio-técnicos.
Org. Trabalho 1º ano sociologia (1º ciclo)
8 de Abril de 2010
Tema: da metáfora mecanicista de Taylor aos grupos sócio-técnicos. A escola sócio-técnica e os grupos semi-autónomos
Ver aqui resumo da aula:
http://neves.do.sapo.pt/AulaOrgTrab10Abr07.pdf
Bibliografia fundamental:
ORSTMAN, O. (1984), Mudar o Trabalho – As experiências, os métodos, as condições de experimentação social, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 138 – 213 e 245 – 323.
Bibliografia adicional:
RAVICHANDRAN, T., RAI, Arun. Quality Management in Systems Development: An Organizational System Perspective. MIS Quarterly, v. 24, n. 3. Minneapolis, MN, USA: Carlson School of Management, University of Minnesota, Sep 2000.
SHARMA, Ravi S., CONRATH, David W. Evaluating Expert Systems: The Sociotechnical Dimensions of Quality. Expert Systems, v. 9, n. 3, Aug 1992, pp. 125-137.
TRIST, Eric, MURRAY, Hugh. The Social Engagement of Social Science: The Socio-Technical Perspective. USA: University of Pennsylvania Press, 1993, 695 p.
WOOD JR., Thomaz. Fordismo, Toyotismo e Volvismo: Os Caminhos da Indústria em Busca do Tempo Perdido. Revista de Administração de Empresas (RAE), v. 32, n. 4. São Paulo, SP, Brasil: Set-Out 1992, pp. 6-18.
Ver vídeo no youtube sobre o Instituto Tavistock:
http://www.youtube.com/watch?v=9OF9Sv-bhZE&feature=related
domingo, 4 de abril de 2010
Debates nas aulas práticas em Fevereiro e Março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Aula Aberta "The Rise of New PlaNET (international communication 2.0) and the Trends of Emerging web-native world"
"The Rise of New PlaNET (international communication 2.0) and the Trends of Emerging web-native world".
Prof. Kazimierz Krzysztofek, PhD
(Institute of Sociology, University of Bialystok, Poland)
Data: 3ª Feira - 23 Março de 2010 das 14 às 17h.
Local: Universidade do Minho, Complexo Pedagógico 3 - Gualtar. Sala 3.301
I - Rise of the Global Communication 2.0: From Institutions to Networks
The lecture is meant at giving an answer to important question what kind of culture is emerging in international networks, what cultural activities of people on the net are like and what future they will create, how they will feature the international communication thus tracking the future trends of social and cultural development, in what degree this will be a continuity and in what measure new cultures will change the world in generations to come. International communication as a term seems a bit obsolete as we do not really know what the very word “nation” means nowadays. That is why when talking about communication 2.0 the “global communication” seems more relevant.
II. Emerging web native world: cultural and institutional time lag
Here I attempt at answering a question what a new quality the present day Web–coined 2.0 – creates as a product of digital network technologies of cooperation and user generated contents. The Author reflects on the nature of this emergent phenomenon: to what extent it is an open participatory system of information/knowledge creation and distribution beyond markets and corporations, in what measure a new system of market regulation and in what degree a self-regulating and self-poietic system to use the Niklas Luhman’s term, and, finally, what cultural and institutional change it brings about. To get a better grip of the nature of this change a general conceptual framework has to be conceived that is based on legitimate principles of power and freedom in networks.
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Brief CV
Kazimierz Krzysztofek's fields of research and scholarly competence include: the impact of information technology on the arts; the implications of IT for cultural industries and culture production, distribution, and consumption; and community cultures and civil society. Since 1994 (until 2000) he worked at the Institute of Culture as Director for Research. He has been Professor of Sociology at the University of Bialystok since 1997, vice-president of the Pro Cultura Foundation and a member of the Polish Academy of Science Committee for Forecasting "Poland 2000Plus" since 1995. Since 2000 he has been professor of sociology at the Warsaw School of Social Psychology in Warsaw. ;; He is also a member of the International Studies Association, as well as a member and former board member of the European network of research institutes on culture and culture documentation centers (CIRCLE). In 1987/88 he was senior Fulbright scholar in the MIT Center for International Studies (Program on International Communication) and in 1996, a visiting lecturer at the Pennsylvania State University, State College, Pa, He has published widely and received numerous awards and honours. I.a. he is co-author of the university text-book : Understanding Human Development: from traditional to information society (2002), as well as UNDP Report” Poland on the way to Information Society: Logging on (2003)
No âmbito das aulas de "Trabalho e Culturas Profissionais" do Curso de Sociologia
Apoios : Departamento de Sociologia, Curso de Sociologia, Programa ERASMUS.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Vídeos sobre o Taylorismo - Aula nº 3 - 18 de Março 2010
Taylor e a Administração Científíca
http://www.youtube.com/watch?v=JZq9a_r4C3M
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Filme - "Ford and Taylor in the 1920s
"In the 1920s, Ford Motor Co. was considered the leader in manufacturing technology and practices. Elements of Taylor's scientific management were combined with what economists now call "efficiency wages" (wages well above the general market).
1 parte
http://br.youtube.com/watch?v=PvbG9Sjp97o
2ª parte
http://br.youtube.com/watch?v=kFsBC0_Uglg
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Filme "Working at Ford in the 1920s
In the 1920s, Ford Motor Co. was considered the leader in manufacturing technology and practices. Elements of Taylor's scientific management were combined with what economists now call "efficiency wages" (wages well above the general market - the famous $5 day). In this video, workers and others of that era reflect on working at Ford. Some are positive; others not.
1ª parte
http://br.youtube.com/watch?v=QtYRLtT8bvY2ª partehttp://br.youtube.com/watch?v=1Re-yUnO-Hk
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O taylorismo e o fordismo: continua actualmente?
Filme - "Beat of the System"
This video explores Taylorism: it's origins and its relevance today.
http://br.youtube.com/watch?v=JgvYGi5J-Cg
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A visão crítica dos sociólogos
Video about mcdonaldizations - baseado no livro de G. Ritzer "Mcdonaldization of society"
http://br.youtube.com/watch?v=Fdy1AgO6Fp4
Aulas nºs 2 e 3
sábado, 6 de março de 2010
"Antes Tarde do que nunca: notas sobre as contribuições de Gabriel Tarde para a análise da articulação entre comunicação e cultura"
quinta-feira, 4 de março de 2010
Aula nº 2 - Texto de apoio: "O que é uma organização?"
segunda-feira, 1 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Aula nº 1 - Apresentação e discussão do programa e formas de avaliação
Objectivos
A definição dos objectivos como resultados da aprendizagem: a definição das competências
Os conteúdos em função dos objectivos
Funcionamento das aulas
Aulas práticas ligadas às teóricas(1h a 1,5h de duração): discussão em pequenos grupos com apresentação geral das conclusões
Aulas práticas de 1,5 horas de duração com exercícios práticos.
Exemplos:
a) aulas com a visão de um filme e análise desse filme na segunda parte.
b) aulas de trabalho prático com tesumos d etxtos parágtrafos nas aulas;
c) aulas com exemplos práticos a discutir nas aulas em pequenos grupos;
d) aulas de apresentação dos e-portfolios: a combinar num calendário definido pelo docente
Avaliação
As formas de avaliação: de tipo contínuo com 2 minitestes com consulta (70% da avaliação) e um e-portfólio (20% da avaliação)(máximo 3 alunos). Os restantes 10% serão em função da participação nas aulas através de mini-trabalhos (baseados nas aulas práticas) a enviar ao docente e a publicar no blog
O e-portfolio será baseado em textos de um autor (pode ser partes de um livro) e irá incluir um dossier a colocar na internet com a biografia do autor e uma apresentação geral. Cada aluno deverá no mínimo fazer um resumo-recensão de textos com a dimensão de 30/40 páginas (mínimo)
Normas para a recensão
Ver aqui:
http://sociologia-online.blogspot.com/
http://www.wikispaces.com/
O e-portfolio permite o trabalho cooperativo em torno de um tema ou objectivo tal como acontece na Wikipedia. De certa forma, é uma Wikipedia em miniatura. Vejam este exemplo de e-portfolio de uma turma de estudantes da Austrália:
https://australian-history.wikispaces.com/
http://actor-rede.wikispaces.com/
Para começar, ver este site onde se explica como colaborar na wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Boas-vindas
Coisas a não fazer na wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Coisas_a_não_fazer
O livro de estilo: como escrever entradas na wikipedia?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Livro_de_estilo
No caso de terem dúvidas sobre a wikipedia podem usar este site de discussão:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Esplanada
Devem escolher a opção novatos.